Calculadora de Salário Líquido
Veja quanto do seu salário realmente cai na conta depois do INSS, do imposto de renda e dos descontos da folha.
Seu salário
O valor registrado na carteira, antes de qualquer desconto.
Filhos, cônjuge e outros dependentes declarados no imposto de renda. Cada um reduz a base do imposto.
Só a fixada judicialmente. É o único desconto além do INSS que reduz a base do imposto.
A empresa pode descontar até 6% do salário de quem recebe o benefício.
Plano de saúde, coparticipação, adiantamento. Saem do líquido, mas não reduzem o imposto.
Resultado
Salário líquido
R$ 4.498,49
É o que cai na conta: 90% do salário bruto.
INSS
R$ 501,51
Alíquota efetiva de 10,03% sobre o bruto.
Imposto de renda
R$ 0,00
Você está na faixa isenta.
O redutor da isenção abateu R$ 312,89 do imposto. Quem ganha até R$ 5.000 por mês não paga imposto de renda, e o desconto diminui aos poucos até sumir em R$ 7.350.
Memória de cálculo
| Salário bruto | R$ 5.000,00 |
|---|---|
| INSS | − R$ 501,51 |
| Imposto de renda | − R$ 0,00 |
| Salário líquido | R$ 4.498,49 |
A base do imposto saiu da dedução simplificada, que substitui todas as outras e neste caso sai mais barata. Tabelas de INSS e imposto de renda vigentes desde janeiro de 2026. O cálculo considera o salário do mês: férias, 13º e horas extras seguem regras próprias.
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Do bruto ao líquido: a ordem dos descontos
O salário bruto é o valor registrado na carteira. Dele sai primeiro o INSS, calculado sobre o bruto. Só depois entra o imposto de renda, que incide sobre o que sobrou — a base do IR já vem com o INSS descontado, e é por isso que a ordem importa: inverter os dois aumentaria o imposto.
Depois dos dois impostos vêm os descontos da empresa: vale-transporte, plano de saúde, coparticipação, adiantamento, contribuição sindical quando autorizada. Esses não mudam o imposto, só o valor que cai na conta. A exceção é a pensão alimentícia fixada judicialmente, que reduz a base do imposto de renda como se fosse uma dedução.
Como o INSS é calculado
O desconto do INSS é progressivo por faixas, e não uma alíquota única sobre o salário todo. Cada fatia do salário paga a alíquota da sua faixa: 7,5% na primeira, 9% na segunda, 12% na terceira e 14% na quarta. Por isso a alíquota efetiva — o desconto dividido pelo salário — é sempre menor que a alíquota da faixa em que a pessoa está.
Existe um teto: acima do limite máximo de contribuição, o desconto para de crescer e trava no valor máximo. Quem ganha bem acima do teto contribui o mesmo que quem ganha exatamente o teto, e é por isso que a alíquota efetiva do INSS cai conforme o salário sobe.
Imposto de renda: isenção até R$ 5.000 e o redutor
Desde janeiro de 2026, quem recebe até R$ 5.000 por mês não paga imposto de renda na fonte. A isenção não foi feita mudando a tabela progressiva, e sim com um redutor aplicado sobre o imposto apurado: até R$ 5.000 o redutor anula o imposto inteiro; entre R$ 5.000 e R$ 7.350 ele diminui aos poucos, até sumir. Acima de R$ 7.350 o imposto é o da tabela cheia.
Na hora de montar a base do imposto há dois caminhos, e vale o que sair mais barato. No modelo de deduções legais, descontam-se o INSS, um valor fixo por dependente e a pensão alimentícia. No desconto simplificado, um abatimento fixo substitui todas as deduções — costuma valer mais a pena para quem não tem dependentes nem pensão. Esta calculadora testa os dois e usa o que resulta em menos imposto, que é o que a folha de pagamento faz.
Repare que gasto com saúde não entra aqui. Plano de saúde e despesas médicas só reduzem imposto na declaração anual, no ajuste — no desconto mensal da folha eles saem do líquido sem mexer no imposto.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre salário bruto e salário líquido?
O bruto é o valor combinado e registrado na carteira de trabalho. O líquido é o que sobra depois do INSS, do imposto de renda e dos descontos feitos pela empresa, como vale-transporte e plano de saúde. É o líquido que cai na conta.
Quem ganha até R$ 5.000 paga imposto de renda?
Não. Desde janeiro de 2026, quem recebe até R$ 5.000 por mês tem o imposto zerado na fonte por um redutor. Entre R$ 5.000 e R$ 7.350 o redutor diminui gradualmente, então o imposto cresce aos poucos em vez de aparecer de uma vez. Acima de R$ 7.350 vale a tabela cheia.
Vale-transporte é descontado do salário?
Sim, quem recebe o benefício pode ter até 6% do salário descontado por ele, que é o limite previsto em lei. Se o custo real do transporte for menor que esses 6%, o desconto fica limitado ao custo. Recusar o benefício elimina o desconto.
Quanto cada dependente reduz do imposto?
Cada dependente abate um valor fixo da base de cálculo mensal do imposto — não do imposto em si. O efeito no bolso é esse abatimento multiplicado pela alíquota da sua faixa, então vale mais para quem está nas faixas mais altas. Se o desconto simplificado for maior que a soma das suas deduções, ele é usado no lugar e os dependentes deixam de fazer diferença no mês.
O cálculo vale para 13º salário e férias?
Não. Esta calculadora trata do salário mensal. O 13º é tributado separadamente, em uma retenção exclusiva no pagamento da segunda parcela, e as férias têm o terço constitucional e regras próprias de incidência. Os valores seriam diferentes.
Autônomo e PJ podem usar esta calculadora?
Não, ela segue as regras da folha de pagamento de quem é CLT. Quem é PJ recolhe conforme o regime da empresa, como o Simples Nacional, e o autônomo que presta serviço para pessoa física recolhe o INSS por carnê, com alíquota e teto diferentes.
Simulação gerada em https://calculadora.agenciaf12.com.br/calculadoras/salario-liquido — Agência F12. Os valores seguem as premissas informadas por quem fez a simulação e têm caráter educativo; não são recomendação de investimento.